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22/03/2022 Notícia

Amortecedores recondicionados: vale a pena?

De valor atrativo, o amortecedor recondicionado chama a atenção de muitos motoristas - e isso é compreensível. Mas será que vale a pena investir nessa peça ou o barato vai sair caro? É isso que nós vamos responder para você hoje.

Amortecedor recondicionado é uma peça que foi reformada para aumentar sua vida útil. Isso envolve, dentre várias modificações, a lavagem, a pintura e o uso de fluído interno - assim, o elemento consegue recuperar algumas de suas propriedades essenciais.

Mas, para saber se isso é o suficiente, é preciso primeiro entender o papel do amortecedor no carro. É ele o principal responsável por garantir a estabilidade do veículo ao passar por buracos ou pistas desniveladas.

Quando em perfeito estado, o amortecedor garante mais conforto aos ocupantes e aumenta a vida útil de outras peças, como pneus e o sistema de freio. Daí ser tão necessário estar atento aos sinais de que ele precisa ser trocado ou reavaliado. Para saber tudo sobre amortecedores, você pode clicar aqui.

Os sinais de que o amortecedor precisa passar por avaliação

No geral, os fabricantes indicam que, a cada 10 mil km, a peça deve ser reavaliada - e, a cada 50 mil km, trocada. Mas esse componente tem uma particularidade: a necessidade de troca varia de acordo com o uso do carro; o uso mais severo do carro, como por exemplo, condução frequente em estradas acidentadas, contribui para  a antecipação da troca, assim como,  veículos utilizados em condições mais amenas, prolongam a vida útil do amortecedor.

Por isso, o ideal é conhecer alguns indícios básicos de que algo não vai bem  - os principais são: solavancos excessivos ao passar por buracos ou desníveis; a parte traseira do carro balançar ao fazer curvas ou frear; e vestígios de vazamento de óleo pelas rodas.

Caso algum desses sinais sejam percebidos, é essencial procurar a avaliação de um profissional. E aí, se for diagnosticado que é preciso trocar o amortecedor, alguns motoristas podem se assustar com o preço da peça no mercado e pensar em investir em uma recondicionada.

 

Os perigos do amortecedor recondicionado

Em muitos casos, o uso do fluido interno durante a restauração do elemento é diferente do especificado pelo fabricante do carro - e só isso já é um risco para o veículo. Geralmente é usado um fluido com uma maior viscosidade (“mais grosso”) para compensar o desgaste de outros componentes internos do amortecedor e passar a sensação que está funcionando como um amortecedor novo ou em bom estado. Isso porque as mudanças que são feitas nessa peça funcionam, principalmente, como uma maquiagem: torna o exterior agradável e simula a função, porém não existe uma troca dos outros componentes internos que são necessários para garantir o correto funcionamento do amortecedor, já que fazer isso, implicaria num custo similar ao de um amortecedor novo, fazendo assim que o recondicionamento perdesse qualquer atrativo do ponto de vista monetário.

Como resultado, além da vida útil do amortecedor ser bem menor do que um original, sua má atuação pode causar um efeito cascata para outros elementos do carro, desgastando de forma prematura os pneus, trazendo balanço excessivo em freadas e arrancadas, favorecendo a aquaplanagem e danificando peças de suspensão.

Por isso, tenha em mente que o melhor caminho é evitar ao máximo os amortecedores recondicionados e investir em uma peça de qualidade garantida - mesmo que por um valor mais alto. Dirigir com segurança envolve também um carro com manutenção confiável.

 

 

 

Leonardo Urdaneta

  • Técnico Automotivo e Engenheiro Mecânico
  • 15 anos de experiência na indústria automobilística
  • Apaixonado pelo mundo dos motores desde criança e gearhead convicto