Lubrificação de rolamentos industriais: erros comuns e como evitá-los
Os rolamentos são componentes mecânicos essenciais na indústria, responsáveis por viabilizar o movimento rotativo em praticamente todos os tipos de maquinários. Apesar de parecerem simples à primeira vista, eles operam sob cargas e velocidades variadas. A correta lubrificação de rolamentos é um dos fatores mais importantes para garantir a confiabilidade dos ativos, reduzir custos de manutenção e evitar paradas não planejadas.
Sabia que mais de 30% das falhas prematuras em rolamentos industriais estão diretamente ligadas a falhas no processo de lubrificação? De acordo com os dados da SKF, uma das maiores fabricantes de rolamentos do mundo.
Evitar esses erros de lubrificação na rotina operacional é crucial para manter a produtividade da fábrica lá no alto e os custos de manutenção lá embaixo. Abaixo, listamos os principais erros de lubrificação em rolamentos e como resolvê-los na prática.
Os erros mais comuns na lubrificação de rolamentos
1. Sobrelubrificação (colocar graxa em excesso)
Existe um mito comum no chão de fábrica de que "quanto mais graxa, melhor". Isso é um erro grave. O excesso de lubrificante impede que os elementos rolantes circulem livremente, gerando maior resistência e esforço mecânico. Esse estresse gera calor excessivo (superaquecimento), degrada o óleo básico da graxa rapidamente e pode, inclusive, romper as vedações protetoras do próprio rolamento.
2. Sublubrificação (lubrificação insuficiente)
O oposto também é destrutivo. A falta de lubrificante faz com que ocorra o contato direto metal-metal entre os corpos rolantes e as pistas. Esse atrito excessivo acelera o desgaste, provoca ruídos agudos, superaquece o componente e pode levar ao travamento repentino da máquina.
3. Mistura de lubrificantes incompatíveis
Tratar graxas ou óleos como produtos genéricos é um atalho perigoso para a falha mecânica. Misturar uma graxa com espessante de sabão de lítio com outra de base poliureia, por exemplo, pode anular a eficácia das propriedades químicas. O resultado costuma ser uma graxa pastosa demais ou totalmente líquida, que escorre e deixa o rolamento seco.
4. Contaminação por sujeira e poeira
A contaminação é o inimigo silencioso número um da vida útil do rolamento. Introduzir graxa sem limpar o bico da engraxadeira ou guardar os lubrificantes em recipientes abertos no ambiente fabril insere poeira, limalha de metal e água no sistema. No microscópio, esses pequenos fragmentos de poeira atuam como uma lixa abrasiva, destruindo as pistas metálicas do rolamento.
Sinais de que os rolamentos podem estar com problemas
Identificar os primeiros sinais de desgaste ou falhas nos rolamentos é essencial para evitar danos maiores aos equipamentos e reduzir custos com manutenção corretiva. Confira os sinais:
- Ruídos anormais: estalos, rangidos ou zumbidos podem indicar desgaste, contaminação ou lubrificação inadequada.
- Aumento da temperatura: o superaquecimento é um dos sinais mais comuns de excesso ou falta de lubrificante, além de poder indicar atrito excessivo.
- Vibração excessiva: níveis elevados de vibração podem ser causados por desalinhamento, desgaste dos rolamentos ou falhas na lubrificação.
- Vazamento de graxa: o excesso de lubrificante, vedações danificadas ou a utilização de uma graxa inadequada podem provocar vazamentos.
- Maior consumo de energia: quando o rolamento opera com atrito elevado, o equipamento pode exigir mais potência para funcionar, impactando a eficiência energética.
- Redução do desempenho da máquina: perda de rendimento, dificuldade de movimentação ou oscilações na operação também podem estar relacionadas a falhas nos rolamentos.
Ao perceber qualquer um desses sinais, é importante interromper a operação, quando possível, e realizar uma inspeção para identificar a causa do problema.
Como evitar esses erros na sua operação?
Em muitos casos, uma manutenção preventiva e a utilização do lubrificante adequado são suficientes para evitar falhas mais graves e prolongar a vida útil dos rolamentos.
- Siga um plano de lubrificação: Calcule a dosagem exata de graxa (em gramas) recomendada pelo fabricante para cada aplicação específica.
- Estabeleça a frequência correta: Use softwares de manutenção ou cronogramas para ditar os intervalos de relubrificação com base nas horas de operação da máquina.
- Higiene rigorosa: Use tampas protetoras nos bicos graxeiros e limpe-os exaustivamente antes de injetar lubrificante.
- Treinamento de Equipe: Eduque os operadores de manutenção para entenderem que a lubrificação não é apenas "bater graxa", mas uma ciência de precisão.
Investir na conscientização e no controle dos lubrificantes é a forma mais eficaz de expandir o tempo de atividade das suas máquinas.
Como a TotalEnergies ajuda a aumentar a confiabilidade dos rolamentos
A TotalEnergies oferece uma ampla linha de graxas industriais desenvolvidas para proteger rolamentos em diferentes condições de operação. O portfólio inclui soluções para aplicações de alta temperatura, cargas elevadas, ambientes úmidos, equipamentos sujeitos à vibração e operações que exigem longos intervalos de relubrificação.
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Além disso, a TotalEnergies disponibiliza linhas específicas de graxas e lubrificantes para diferentes indústrias, permitindo selecionar a solução mais adequada para cada aplicação e necessidade operacional. Conheça mais nossas soluções de lubrificantes industriais.