Tipos de conversíveis
Automotivo

Tipos de conversíveis: conheça os principais modelos e como eles influenciam performance, conforto e design

Os carros conversíveis sempre despertaram fascínio. Eles representam liberdade, prazer ao dirigir e uma conexão direta entre o motorista e o ambiente. Mas você sabia que existem diferentes tipos de conversíveis?

Muito além de apenas estilo e uma ótima opção para o verão, os conversíveis envolvem soluções complexas de engenharia e design que impactam diretamente no comportamento dinâmico, no espaço interno e na estética do veículo.

Entender os diferentes tipos de conversíveis é essencial para escolher o modelo que mais combina com seu estilo de vida e sua forma de dirigir. 

Continue lendo para descobrir quais são eles!

O que é um carro conversível?

De forma geral, conversível, cabriolet ou cabrio é qualquer veículo cujo teto pode ser removido, dobrado ou recolhido. Essa característica transforma completamente a experiência de condução, permitindo dirigir a céu aberto quando desejado e com proteção total quando o teto está fechado.

Porém, dentro dessa definição ampla, existem diferentes categorias de conversíveis, cada uma com propostas bem distintas. Essas variações podem ser classificadas principalmente de duas formas: pelo design e pela configuração dos assentos, e pelo tipo de teto utilizado.

Classificação por design e configuração de assentos

Conversível ou Cabriolet

O cabriolet é o tipo mais tradicional e abrangente de conversível e, geralmente, a capota é aberta ou fechada via acionamento elétrico, um botão pressionado pelo próprio condutor. Normalmente, são veículos com quatro lugares (2+2), focados no visual distinto, no luxo e no uso cotidiano.

Modelos como BMW Série 4 Cabrio, Audi A5 Cabriolet e Mercedes-Benz Classe C Cabriolet são exemplos clássicos dessa categoria. Eles oferecem acabamento refinado e excelente isolamento acústico quando o teto está fechado.

Em termos de performance, os cabriolets tendem a ser um pouco mais pesados que as versões cupê do mesmo carro. Isso acontece porque a ausência de um teto fixo exige reforços estruturais na carroceria para manter a rigidez e a segurança. Esse peso extra pode influenciar levemente a aceleração e o consumo, mas é compensado pelo alto nível de presença e sofisticação.

Roadster (Spyder, Spider ou Speedster)

O roadster representa a vertente mais esportiva dos conversíveis. Nesse modelo, é mais comum (porém não uma regra) o teto ser removido de forma manual, ou seja, o proprietário sai do veículo e realiza todo o procedimento de montagem e desmontagem do acessório. São carros de dois lugares, projetados com foco em leveza, agilidade e emoção ao volante.

Exemplos marcantes são o Mazda MX-5 Miata e o Porsche 718 Boxster. Em marcas italianas, é comum o uso dos termos Spyder ou Spider, como na Ferrari Roma Spider ou na Lamborghini Huracán Spyder.

Os roadsters costumam ser mais leves e ágeis que os cabriolets tradicionais, oferecendo melhor resposta em curvas e maior sensação de controle. Em contrapartida, sacrificam espaço interno, isolamento acústico e praticidade. São ideais para quem busca uma experiência de direção mais pura e esportiva.

Targa

O Targa é um conceito intermediário entre o cupê e o conversível. Nesse tipo de carro, apenas a parte do teto acima dos ocupantes dianteiros é removível, enquanto a barra estrutural central e o vidro traseiro permanecem fixos.

O Porsche 911 Targa é o exemplo mais icônico dessa categoria.

O grande diferencial do Targa é o equilíbrio entre rigidez estrutural e sensação de liberdade. Como parte da carroceria permanece fixa, o carro mantém excelente estabilidade e precisão de condução, ao mesmo tempo em que oferece a experiência de dirigir com o teto aberto. É uma solução elegante, funcional e com identidade visual muito forte.

Barchetta

A Barchetta é a expressão mais radical do conceito de conversível. Geralmente, são veículos extremamente minimalistas, muitas vezes sem teto convencional e, em alguns casos, até sem para-brisa tradicional.

Modelos como a Ferrari Monza SP1 e SP2 e a Mclaren Elva resgatam esse conceito clássico, inspirado em carros de corrida dos anos 1950.

Aqui, o conforto é praticamente secundário. Tudo é pensado para reduzir peso e maximizar a experiência sensorial ao dirigir. São carros voltados a entusiastas, colecionadores e uso muito específico, não para o cotidiano urbano.

Classificação pelo tipo de teto

Além do design do veículo, o tipo de teto é um fator determinante na experiência de uso do conversível. Conheça os modelos a seguir!

Capota de lona (Soft Top)

A capota de lona é o tipo mais tradicional de teto conversível. É feita de materiais flexíveis e se dobra, ficando armazenada atrás dos bancos ou sob uma tampa no porta-malas.

Esse sistema é mais leve e simples, favorecendo a performance do carro e reduzindo o centro de gravidade. Em contrapartida, oferece menor isolamento acústico e térmico quando comparado aos tetos rígidos.

Teto rígido retrátil (Hard Top)

O hard top utiliza painéis rígidos que se recolhem automaticamente para dentro do porta-malas. Quando fechado, o carro se comporta como um cupê, com excelente isolamento acústico, térmico e maior sensação de segurança.

A desvantagem é o aumento de peso e a redução do espaço no porta-malas, além da maior complexidade mecânica e custos de manutenção.

Teto fixo com grande abertura deslizante

Alguns modelos, como o Fiat 500C, utilizam uma grande seção de lona que se desloca para trás, enquanto as colunas e a estrutura lateral permanecem fixas.

Esse sistema preserva a rigidez estrutural do carro e é mais simples e leve, embora não ofereça a mesma sensação de liberdade de um conversível totalmente aberto.

Como os tipos de conversíveis afetam performance, conforto e design

A escolha do tipo de conversível impacta diretamente a forma como o carro se comporta e como ele é percebido. Em termos de performance, modelos mais leves e rígidos, como os roadsters, oferecem melhor resposta dinâmica. 

Já os cabriolets com hard top tendem a ser mais pesados, o que pode afetar ligeiramente a aceleração, mas melhora o conforto e a estabilidade em rodovias.

No quesito conforto, cabriolets e conversíveis com teto rígido retrátil são os que mais se aproximam da experiência de um carro fechado tradicional. Roadsters e barchettas, por outro lado, priorizam emoção e esportividade em detrimento do isolamento acústico e da praticidade.

Já no design, cada tipo carrega uma identidade própria:

  • Cabriolets remetem ao luxo e à sofisticação.
  • Roadsters expressam esportividade e dinamismo.
  • Targas combinam tradição, exclusividade e engenharia refinada.
  • Barchettas representam ousadia e purismo automotivo.

Para além da estética

Os conversíveis vão muito além do estilo e da estética. Cada tipo de projeto carrega soluções específicas de engenharia que impactam diretamente o desempenho, o conforto e a durabilidade dos componentes mecânicos. 

Seja em um cabriolet focado em sofisticação, em um roadster esportivo, em um Targa equilibrado ou em uma barchetta radical, todos esses veículos exigem alto nível de proteção e eficiência dos seus sistemas internos para que a experiência ao volante seja sempre segura e prazerosa.

É nesse ponto que a escolha dos lubrificantes e fluidos corretos faz toda a diferença. Motores mais exigentes, transmissões sofisticadas e sistemas que operam sob diferentes regimes térmicos precisam de produtos que garantam proteção contra desgaste, estabilidade térmica e máxima eficiência.

A TotalEnergies desenvolve lubrificantes de alta performance que acompanham a evolução da engenharia automotiva, atendendo às exigências dos principais fabricantes e oferecendo soluções tanto para veículos esportivos quanto para modelos voltados ao uso cotidiano. Com os produtos certos, é possível preservar o desempenho original do veículo, aumentar sua vida útil e manter a confiabilidade mecânica em qualquer tipo de condução.

Independentemente do tipo de conversível, cuidar bem do seu carro é parte fundamental da experiência de dirigir. E com a tecnologia e a qualidade dos produtos TotalEnergies, você garante que cada trajeto, seja a céu aberto ou com o teto fechado, aconteça com máxima proteção, eficiência e tranquilidade.